“Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” (Marcos 10:17)
Jesus, antes de responder, faz-lhe outra pergunta:
“Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus.”
Será que Jesus estava negando Sua própria bondade? De forma alguma.
O que Ele fazia era testar o coração daquele jovem.
Jesus queria saber se ele realmente reconhecia quem estava diante dele — o próprio Deus em carne humana, ou se o chamava de “bom” apenas por bajulação, como quem tenta ganhar mérito diante de um mestre famoso.
O Que É Ser Bom?
Ser bom é mais do que fazer boas ações.
Ser bom é ser benevolente, misericordioso, compreensivo, paciente e amoroso.
Uma pessoa boa é aquela que se importa com os outros, que se coloca no lugar dos que sofrem.
Mas a verdadeira bondade não é apenas o que se faz — é o que se é no coração.
Jesus queria mostrar ao jovem que a verdadeira bondade vem de Deus, e que nenhum homem pode ser realmente bom por si mesmo.
“Por que me chamas bom? Por causa dos milagres que fiz? Porque multipliquei pães, curei enfermos, ressuscitei mortos? Ou porque tu me reconheces como o Filho de Deus?”
A verdade é que aquele jovem não o chamava de “bom” com sinceridade.
Era uma expressão superficial, talvez uma tentativa de agradar o Mestre para conseguir algo.
E o que ele buscava era justamente a vida eterna — mas queria conquistá-la pelas obras.
A Ilusão da Salvação Pelas Obras
Aquele homem era religioso, cumpridor da lei, alguém que frequentava o templo e tinha boa reputação.
O evangelista Lucas 18:18 acrescenta um detalhe importante: ele era um príncipe, um líder judeu, provavelmente chefe de uma sinagoga.
Ou seja, um homem de influência, respeitado, admirado e cheio de bens.
A busca pela salvação.
Ele queria a vida eterna, mas ainda acreditava que poderia conquistá-la pelas suas próprias ações.
Ele aprendeu em sua religião que bastava cumprir os mandamentos da Lei.
E quando Jesus cita os mandamentos, o jovem responde confiante:
“Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade.” (Mateus 19:20)
Mas então ele faz uma pergunta que revela o vazio de sua alma:
Ele sabia que algo estava faltando.
Ele obedecia às regras, era fiel à tradição, mas não tinha paz no coração.
E Jesus, com olhar de amor, lhe mostra o que realmente faltava.
“Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a tua cruz, e segue-me.” (Marcos 10:21)
Jesus não estava dizendo que ser rico é pecado.
Ele estava dizendo que aquele jovem amava mais as riquezas do que a Deus.
A salvação não pode ser comprada, e o céu não se herda por merecimento — é dom de Deus, como diz Efésios 2:8-9:
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.”
E renunciar é abrir mão daquilo que ocupa o lugar de Deus em nossa vida.
Negar a Si Mesmo — O Caminho da Cruz
Jesus explicou isso claramente em Lucas 9:23:
“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.”
Negar a si mesmo é dizer não à carne, aos prazeres que afastam de Deus.
É dizer não à prostituição, às drogas, ao adultério, ao orgulho, à ganância e à vaidade.
É dizer não a tudo aquilo que tenta roubar o trono do coração, que pertence somente a Cristo.
Hoje, infelizmente, muitos querem um evangelho fácil, sem cruz, sem compromisso, sem renúncia.
Querem um evangelho que aceita tudo, onde nada é pecado e todos são “bons” à sua maneira.
Mas esse não é o evangelho de Jesus.
O verdadeiro evangelho — o de Romanos 1:16 — é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.
É um evangelho que transforma, que muda a mente e o comportamento.
É um evangelho que gera arrependimento, confissão de pecados e quebrantamento.
O evangelho de Cristo não acomoda o pecado — ele o confronta e liberta.
A Bíblia diz que o jovem, ao ouvir as palavras de Jesus, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades (Marcos 10:22).
Ele queria a vida eterna, mas não estava disposto a abrir mão do que mais amava.
E o que o impediu de ser salvo não foram as riquezas em si, mas o amor a elas.
Jesus, vendo isso, disse aos discípulos:
“Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas!” (Marcos 10:23)
E logo explicou:
“Quão difícil é, para os que confiam nas riquezas, entrar no Reino de Deus!” (Marcos 10:24)
Não é pecado ser rico.
O problema é confiar no dinheiro e não em Deus.
O problema é colocar o coração nas coisas materiais e esquecer que tudo aqui é passageiro.
A Recompensa dos Que Renunciam
“Eis que nós deixamos tudo e te seguimos; que receberemos?” (Mateus 19:27)
E Jesus responde no versículo 29:
“Todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, pai, mãe, mulher, filhos ou terras por amor do meu nome, receberá cem vezes mais e herdará a vida eterna.”
Jesus não estava dizendo para abandonarmos nossas famílias ou desistirmos de nossos bens.
Ele estava falando sobre prioridade.
Você pode ter casa, carro, fazenda, conforto e prosperidade — desde que Deus seja o centro da sua vida.
Desde que nenhuma dessas coisas se torne um ídolo que te afaste do Senhor.
Conclusão: O Que Falta em Você?
A pergunta que Jesus fez ao jovem ecoa até hoje:
“Falta-te uma coisa.”
Talvez falte renúncia.
Talvez falte perdão.
Talvez falte coragem para deixar aquilo que te prende.
Mas o mesmo Jesus que olhou para aquele jovem com amor, olha hoje para você com o mesmo amor e diz:
“Vem, toma a tua cruz e segue-me.”
A salvação é gratuita, mas o discipulado tem um preço — o preço da entrega.
Vale a pena, porque quem perde tudo por amor a Cristo ganha tudo o que realmente importa: a vida eterna.
✝️ Luciano Gomes
Bacharel em Teologia – Pastor e Escritor Cristão
Ser bom é mais do que fazer boas ações.
Ser bom é ser benevolente, misericordioso, compreensivo, paciente e amoroso.
Uma pessoa boa é aquela que se importa com os outros, que se coloca no lugar dos que sofrem.
Mas a verdadeira bondade não é apenas o que se faz — é o que se é no coração.
Jesus queria mostrar ao jovem que a verdadeira bondade vem de Deus, e que nenhum homem pode ser realmente bom por si mesmo.
Por isso Ele pergunta:
“Por que me chamas bom? Por causa dos milagres que fiz? Porque multipliquei pães, curei enfermos, ressuscitei mortos? Ou porque tu me reconheces como o Filho de Deus?”
A verdade é que aquele jovem não o chamava de “bom” com sinceridade.
Era uma expressão superficial, talvez uma tentativa de agradar o Mestre para conseguir algo.
E o que ele buscava era justamente a vida eterna — mas queria conquistá-la pelas obras.
A Ilusão da Salvação Pelas Obras
Aquele homem era religioso, cumpridor da lei, alguém que frequentava o templo e tinha boa reputação.
O evangelista Lucas 18:18 acrescenta um detalhe importante: ele era um príncipe, um líder judeu, provavelmente chefe de uma sinagoga.
Ou seja, um homem de influência, respeitado, admirado e cheio de bens.
Mas o que o levou a procurar Jesus?
A busca pela salvação.
Ele queria a vida eterna, mas ainda acreditava que poderia conquistá-la pelas suas próprias ações.
Ele aprendeu em sua religião que bastava cumprir os mandamentos da Lei.
E quando Jesus cita os mandamentos, o jovem responde confiante:
“Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade.” (Mateus 19:20)
Mas então ele faz uma pergunta que revela o vazio de sua alma:
“O que me falta ainda?”
Ele sabia que algo estava faltando.
Ele obedecia às regras, era fiel à tradição, mas não tinha paz no coração.
E Jesus, com olhar de amor, lhe mostra o que realmente faltava.
A Resposta de Jesus
“Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a tua cruz, e segue-me.” (Marcos 10:21)
Jesus não estava dizendo que ser rico é pecado.
Ele estava dizendo que aquele jovem amava mais as riquezas do que a Deus.
A salvação não pode ser comprada, e o céu não se herda por merecimento — é dom de Deus, como diz Efésios 2:8-9:
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.”
A fé verdadeira exige renúncia.
E renunciar é abrir mão daquilo que ocupa o lugar de Deus em nossa vida.
Negar a Si Mesmo — O Caminho da Cruz
Jesus explicou isso claramente em Lucas 9:23:
“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.”
Negar a si mesmo é dizer não à carne, aos prazeres que afastam de Deus.
É dizer não à prostituição, às drogas, ao adultério, ao orgulho, à ganância e à vaidade.
É dizer não a tudo aquilo que tenta roubar o trono do coração, que pertence somente a Cristo.
Hoje, infelizmente, muitos querem um evangelho fácil, sem cruz, sem compromisso, sem renúncia.
Querem um evangelho que aceita tudo, onde nada é pecado e todos são “bons” à sua maneira.
Mas esse não é o evangelho de Jesus.
O verdadeiro evangelho — o de Romanos 1:16 — é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.
É um evangelho que transforma, que muda a mente e o comportamento.
É um evangelho que gera arrependimento, confissão de pecados e quebrantamento.
O evangelho de Cristo não acomoda o pecado — ele o confronta e liberta.
O Jovem Que Saiu Triste
A Bíblia diz que o jovem, ao ouvir as palavras de Jesus, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades (Marcos 10:22).
Ele queria a vida eterna, mas não estava disposto a abrir mão do que mais amava.
E o que o impediu de ser salvo não foram as riquezas em si, mas o amor a elas.
Jesus, vendo isso, disse aos discípulos:
“Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas!” (Marcos 10:23)
E logo explicou:
“Quão difícil é, para os que confiam nas riquezas, entrar no Reino de Deus!” (Marcos 10:24)
Não é pecado ser rico.
O problema é confiar no dinheiro e não em Deus.
O problema é colocar o coração nas coisas materiais e esquecer que tudo aqui é passageiro.
A Recompensa dos Que Renunciam
Pedro então faz uma pergunta a Jesus:
“Eis que nós deixamos tudo e te seguimos; que receberemos?” (Mateus 19:27)
E Jesus responde no versículo 29:
“Todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, pai, mãe, mulher, filhos ou terras por amor do meu nome, receberá cem vezes mais e herdará a vida eterna.”
Jesus não estava dizendo para abandonarmos nossas famílias ou desistirmos de nossos bens.
Ele estava falando sobre prioridade.
O que Ele quer é o primeiro lugar no coração.
Você pode ter casa, carro, fazenda, conforto e prosperidade — desde que Deus seja o centro da sua vida.
Desde que nenhuma dessas coisas se torne um ídolo que te afaste do Senhor.
Conclusão: O Que Falta em Você?
A pergunta que Jesus fez ao jovem ecoa até hoje:
“Falta-te uma coisa.”
Talvez falte renúncia.
Talvez falte perdão.
Talvez falte coragem para deixar aquilo que te prende.
Mas o mesmo Jesus que olhou para aquele jovem com amor, olha hoje para você com o mesmo amor e diz:
“Vem, toma a tua cruz e segue-me.”
A salvação é gratuita, mas o discipulado tem um preço — o preço da entrega.
Vale a pena, porque quem perde tudo por amor a Cristo ganha tudo o que realmente importa: a vida eterna.
✝️ Luciano Gomes
Bacharel em Teologia – Pastor e Escritor Cristão

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