Culto realizado em Santo Estêvão reuniu lideranças e fiéis em uma noite de louvor e exposição bíblica baseada em Lucas 16:19-31
SANTO ESTÊVÃO (BA) — A noite de domingo, 9 de agosto de 2026, foi marcada por louvor, comunhão e reflexão sobre a eternidade na Igreja Manancial Videira Verdadeira, em Santo Estêvão. A programação contou com a participação do Pastor Luciano Gomes como preletor, acompanhado de sua esposa, Pastora Valdelice Moura, além da presença dos pastores presidentes da igreja, Clayton Ferreira e Karla Ferreira.
A mensagem ministrada por Luciano Gomes teve como tema “Para onde mandarei minha alma?” e foi fundamentada em Lucas 16:19-31, passagem na qual Jesus apresenta a conhecida narrativa do homem rico e do pobre Lázaro.
Mais do que discutir simplesmente o que acontece depois da morte, a exposição conduziu a igreja a uma questão essencial da fé cristã: como o ser humano está vivendo hoje diante da realidade da eternidade?
Uma mensagem sobre vida, morte e eternidade
Lucas registra que havia um homem rico que se vestia luxuosamente e desfrutava diariamente de sua abundância. À sua porta encontrava-se Lázaro, um homem pobre e necessitado.
A morte, entretanto, chega para os dois.
A partir daí, Jesus apresenta uma inversão profunda das circunstâncias e direciona seus ouvintes para realidades que ultrapassam os limites da existência terrena.
Durante a ministração, Luciano Gomes destacou que a narrativa não deve ser interpretada como se a riqueza, por si mesma, condenasse alguém ou como se a pobreza, automaticamente, garantisse a salvação.
O texto apresenta questões mais profundas: a condição espiritual do ser humano, sua responsabilidade diante de Deus, sua relação com o próximo e sua resposta à revelação divina.
Aquilo que o homem rico possuía não conseguiu acompanhá-lo depois da morte. O relato de Jesus confronta, assim, a falsa segurança depositada exclusivamente nas coisas desta vida.
Parábola ou acontecimento real?
Outro ponto abordado durante a exposição foi uma antiga discussão interpretativa envolvendo Lucas 16:19-31.
Tradicionalmente, a passagem é frequentemente denominada “Parábola do Rico e Lázaro”. Entretanto, existe discussão entre intérpretes cristãos sobre a classificação da narrativa.
Uma das particularidades do texto é que Jesus chama o pobre pelo nome: Lázaro. Isso torna o relato singular em comparação com outras parábolas atribuídas a Jesus e levou alguns intérpretes a considerarem a possibilidade de que Cristo estivesse fazendo referência a personagens reais.
Por outro lado, muitos estudiosos entendem que a narrativa apresenta características próprias do ensino parabólico de Jesus.
Por isso, é mais adequado reconhecer que existem diferentes posições interpretativas, sem transformar uma delas em consenso.
Para a mensagem apresentada durante o culto, porém, a questão principal não estava em resolver essa controvérsia, mas em compreender o que Jesus pretendia ensinar aos seus ouvintes.
E nesse ponto a passagem é contundente.
“Eles têm Moisés e os Profetas”
Um dos momentos centrais de Lucas 16 acontece quando o homem rico demonstra preocupação com seus cinco irmãos e pede que Lázaro seja enviado para adverti-los.
A resposta aponta para aquilo que eles já possuíam: Moisés e os Profetas.
Em outras palavras, possuíam a revelação de Deus e deveriam ouvi-la.
A narrativa chega ao seu ponto máximo quando é afirmado que, se eles não ouvissem Moisés e os Profetas, também não seriam persuadidos simplesmente porque alguém ressuscitasse dentre os mortos.
A partir desse trecho, a mensagem ressaltou a autoridade da Palavra de Deus.
Em uma época marcada pela procura por experiências extraordinárias, sinais e respostas imediatas, a passagem recorda que o ser humano não pode desprezar aquilo que Deus já revelou.
“Para onde mandarei minha alma?”
A pergunta que deu título à pregação funcionou como uma provocação à consciência dos presentes:
“Para onde mandarei minha alma?”
Não se trata de afirmar que alguém tenha autoridade soberana para determinar, por seus próprios méritos, o destino eterno. A pergunta chama atenção para a responsabilidade pessoal diante de Deus enquanto há vida e oportunidade de responder ao Evangelho.
O homem rico e Lázaro morreram.
Mas Jesus contou essa história aos vivos.
Esse detalhe conduz a uma das aplicações mais fortes da passagem: a mensagem sobre a eternidade é dirigida àqueles que ainda podem ouvir, refletir e responder.
A exposição também recuperou temas históricos e centrais da proclamação cristã, como salvação, arrependimento, ressurreição, juízo e vida eterna.
Louvor e comunhão na Igreja Manancial Videira Verdadeira
A programação também contou com a participação do cantor Kaio Brito, contribuindo com o momento de louvor.
Os pastores Clayton Ferreira e Karla Ferreira, presidentes da Igreja Manancial Videira Verdadeira, receberam os participantes e lideranças presentes na programação.
Clayton Ferreira também atua na OPESE — Ordem dos Pastores Evangélicos de Santo Estêvão, entidade que reúne ministros evangélicos e desenvolve ações de integração entre lideranças do município. Conforme informações institucionais locais, ele exerce atualmente a presidência da entidade.
O encontro evidenciou ainda a importância da comunhão entre ministros e igrejas de diferentes denominações, mantendo suas identidades e particularidades doutrinárias, mas encontrando pontos de cooperação na proclamação do Evangelho e no fortalecimento da comunidade cristã.
Quem é o Pastor Luciano Gomes
Além da atuação pastoral, Luciano Gomes mantém uma trajetória ligada ao estudo teológico, à produção de conteúdo cristão e à comunicação.
Pesquisa em fontes públicas confirma que ele é bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Evangélico Betel Brasileiro, em Cruz das Almas (BA), escritor cristão e responsável pelo projeto Crescimento Espiritual. Seu perfil público também o identifica como pastor evangélico residente em Santo Estêvão.
Na comunicação, Pastor Luciano Gomes é colunista do portal Veja Aqui Agora, onde possui um acervo de artigos assinados em seu nome. Sua produção aborda estudos bíblicos e questões relacionadas a família, fé, ética, missões, evangelismo, discipulado, liderança, igreja e sociedade.
Publicações recentes demonstram que essa atuação não está restrita a assuntos exclusivamente eclesiásticos. Luciano Gomes também assina matérias relacionadas à realidade social de Santo Estêvão, a exemplo de reportagens sobre o trabalho desenvolvido pelo Instituto Bambu.
O próprio perfil público do Crescimento Espiritual o apresenta como pastor, bacharel em Teologia, escritor, autor do blog e colunista do Veja Aqui Agora, destacando sua dedicação à pregação, ao ensino bíblico e à produção de conteúdos que relacionam as Escrituras com questões espirituais, familiares e sociais.
Além da produção teológica e jornalística, Luciano Gomes exerce a função de vice-presidente da Regional 08 da FIIMEB — Federação das Igrejas e Ministros Evangélicos do Brasil, em Santo Estêvão, participando de iniciativas de integração, comunhão e capacitação de ministros e lideranças evangélicas. Essa função é apresentada aqui como informação institucional da regional.
Ministério ao lado da Pastora Valdelice Moura
Luciano Gomes desenvolve sua atuação ministerial ao lado de sua esposa, Pastora Valdelice Moura, no Ministério Pentecostal Jesus é Santo, em Santo Estêvão.
A presença de Valdelice durante a programação na Igreja Manancial Videira Verdadeira reforçou também o caráter de comunhão ministerial do encontro.
A participação do casal se soma à atuação de Luciano em diferentes frentes: púlpito, ensino teológico, produção de estudos bíblicos, comunicação cristã e representação ministerial.
Essa combinação também ajuda a compreender a característica da mensagem apresentada no domingo: uma exposição que procurou unir interpretação bíblica, reflexão teológica e aplicação à vida cotidiana.
Quando o púlpito volta a falar sobre eternidade
A escolha de Lucas 16 também chama atenção para uma discussão contemporânea dentro do próprio cristianismo.
Em meio à popularização de discursos predominantemente motivacionais, de prosperidade e realização pessoal, a mensagem apresentada na Igreja Manancial Videira Verdadeira retomou assuntos que historicamente fazem parte do núcleo da proclamação cristã.
O Evangelho também fala sobre morte.
Fala sobre arrependimento.
Fala sobre salvação.
Fala sobre ressurreição.
Fala sobre juízo.
E fala sobre vida eterna.
Isso não significa ignorar as dificuldades desta vida. Significa compreender que, na perspectiva cristã, a existência humana não termina nas necessidades e conquistas do presente.
Lucas 16 obriga o leitor a olhar além.
Uma pergunta que permaneceu
Ao final do culto, uma das maiores mensagens da narrativa continuava sendo justamente a pergunta apresentada no início da pregação.
O rico tinha seus bens.
Lázaro tinha suas necessidades.
Mas ambos chegaram ao momento em que posição social, patrimônio e circunstâncias terrenas já não eram capazes de determinar aquilo que viria depois.
Jesus não contou a história simplesmente para satisfazer a curiosidade humana sobre a vida após a morte.
Ele falou aos vivos.
E é exatamente aí que se encontra a força da mensagem.
Enquanto existe vida, existe oportunidade de ouvir a Palavra, reconsiderar caminhos, reconhecer a necessidade de Deus e responder ao chamado do Evangelho.
Por isso, a reflexão apresentada pelo Pastor Luciano Gomes na Igreja Manancial Videira Verdadeira não terminou quando o culto chegou ao fim.
A pergunta permanece:
“Para onde mandarei minha alma?”
Mais do que uma pergunta sobre onde estaremos amanhã, é uma pergunta sobre como estamos vivendo hoje.

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